Técnicos e representantes de agências das Organizações da Nações Unidas (ONU) estiveram nesta semana no Amazonas para conhecer as ações desenvolvidas pelo programa de apoio à resposta à aids no Estado, conhecido como Amazonaids. “Após conhecer a realidade da epidemia na região e ver de perto o trabalho realizado pelo Amazonaids, os representantes da ONU decidiram estender por mais dois anos o apoio ao programa”, afirmou a médica ginecologista e integrante do Grupo Gestor do Amazonaids Adele Benzaken. Segundo relatou Adele, que acompanhou a missão, o grupo internacional conheceu alguns projetos já em andamento, como a atividade realizada com detentos da Unidade Penitenciária de Tabatinga, localizada a 1.105 km de Manaus. Nesta ação, técnicos em DST/Aids do Amazonaids capacitaram 30 presos para trabalhar dentro do presídio como agentes de prevenção e multiplicar as informações sobre diagnóstico precoce e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Para cada três dias de trabalho, o detento terá um dia a menos de pena. Além disso, a missão da ONU visitou o trabalho desenvolvido com a população indígena Ticuna, o mais numeroso povo nativo na Amazônia brasileira. Neste local, os profissionais de saúde que já atuam na região foram capacitados para realizar exames de HIV e sífilis nesta população. “Como na língua indígena não existem palavras como DST, aids e HIV, por exemplo, criamos uma cartilha sobre o tema a partir de ilustrações criadas pelos próprios índios”, destacou. “A população vulnerável no Amazonas está principalmente na tríplice fronteira do Alto Solimões - (Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga). Nesta região estão reunidas as populações indígenas, as forças armadas, o trafico de drogas e os imigrantes do Peru e Colômbia”, informou.
Campanha
Na última terça-feira, os representantes da ONU também participaram, em Tabatinga, do lançamento da versão para o rádio e do relançamento dos vídeos da Campanha Mulheres e Direitos, originalmente inspirada por demandas feitas por mulheres da região do Alto Solimões em missão da ONU em 2009. A missão contou ainda com a participação do embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Kees Rade.
Na última terça-feira, os representantes da ONU também participaram, em Tabatinga, do lançamento da versão para o rádio e do relançamento dos vídeos da Campanha Mulheres e Direitos, originalmente inspirada por demandas feitas por mulheres da região do Alto Solimões em missão da ONU em 2009. A missão contou ainda com a participação do embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Kees Rade.
Dados epidemiológicos
Segundo informações do Ministério da Saúde, 1207 pessoas vivem com aids no Amazonas. Setenta e sete casos foram notificados em 2010, sendo o quinto maior número entre os Estados brasileiros e o maior da região Norte do país.
