Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão de altas temperaturas e estiagem foi subitamente substituída pela incidência de fortes chuvas. A previsão é que nos próximos meses chova muito no norte do Amazonas e na capital. A chefe do Inmet, a meteorologista Lúcia Gularte, explicou na manhã desta quinta-feira (25) que a mudança se deu por conta do superaquecimento no oceano Atlântico norte, que lança ventos quentes e úmidos para o norte do Brasil e o Amazonas, como nos municípios de São Gabriel, Santa Isabel e Barcelos. “Como o oceano encontra-se anomalamente aquecido, ele fornece combustível suficiente para saturar as nuvens e chover. No extremo norte as fortes chuvas já são uma realidade, assim como na Colômbia e na calha do rio Negro”, afirma. Com isso, a umidade volta a se estabilizar e contribui para a diminuição da incidência de incêndios. “Com as chuvas acima da média, Manaus deve sofrer menos com asqueimadas, por conta da melhora da umidade e da nebulosidade. A agricultura agradece”, aponta. Já o sul do Amazonas, que no início da semana exibiu temperatura de até 14º C — por conta do fenômeno da friagem — começa a sentir um aumento da temperatura e sem incidência das chuvas. “No sul vemos frio de manhã e calorão pela parte da tarde e, observamos o ressecamento do ar. Agora observamos que a previsão é ruim apara o sul e boa para o norte do Estado”, explica.
