Em seu pronunciamento no início da manhã desta quarta-feira (12), quando os parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) irão se reunir para tratar da implantação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes de pedofilia no Estado, o deputado estadual Luiz Castro (PPS) apelou para que “seja mantida a tradição deste Poder de que o autor da propositura presida os trabalhos da CPI”, que deverão levar três meses para ser concluído.
Luiz Castro, um dos parlamentares que levantou a bandeira no sentido de investigar crimes de pedofilia no Amazonas, garantiu que a CPI, caso seja instalada, não será da oposição ou da situação, bem como, não terá nenhuma conotação de enfrentamento contra o governo. “Não estamos aqui patrocinando, em hipótese alguma, qualquer ação anti-governamental contra políticos, a não ser contra o senhor Adail Pinheiro,acusado de praticar crimes de pedofilia”, disse.
O deputado lamentou que Adail Pinheiro, apesar de preso, seja prefeito de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), uma cidade que tem tudo para oferecer escolas de tempo integral para crianças e adolescentes e não montar uma rede de prostituição com os mesmos. “Infelizmente, a Lei da Ficha Limpa não foi aplicada para o senhor Adail, que não era mais para estar na política, diante dos processos que responde na Justiça”, disse.
Segundo Luiz Castro, a CPI não tem caráter inquisitivo, mas é um divisor de águas do Poder Público. “É uma forma de dizer que não compactuamos com ações criminosas daqueles que agridem crianças, meninos e meninas ao invés de proteger seus direitos e dignidades”, afirmou, ressaltando ainda que não adianta montar uma CPI para dar uma satisfação a sociedade. “É preciso fazer um trabalho firme, sério, sereno, equilibrado, ouvindo a opinião de todos os pares. Que esta Assembleia saia valorizada, mais do que entrou, mostrando ser defensora da dignidade das crianças e adolescentes”, frisou.