A Comissão de Gestão de Serviços Públicos vai realizar
uma audiência pública para reorganizar o cadastro de pessoas portadoras de
algum tipo de deficiência com objetivo de inseri-las no mercado de trabalho. Essa
foi a decisão tomada em reunião da Comissão Especial de Consolidação da
Legislação para Deficientes. “As empresas e órgãos públicos
não preenchem o número de vagas com pessoas deficientes, numa afronta à lei
federal que obriga as empresas a ocuparem, pelo menos, 20% de suas vagas com
pessoas deficientes”, explicou Ronaldo André.
Segundo ele, pelo menos 700
mil pessoas sofrem de algum tipo de deficiência no Estado, mas poucas conseguem
sua inserção no mercado de trabalho. “Vamos tentar fazer um cadastro
único, uma vez que muitas empresas e instituições públicas dispõem de cadastro
que às vezes não espelham a realidade”, explicou.
Para Ronaldo, o número de pessoas deficientes
contratadas pelo próprio Estado “foi muito pequeno”. Ele disse que cursos de
formação serão feitos em parceria com o Cetam para inserir os deficientes no
mercado de trabalho. “Pelo menos 8 mil deficientes participarão desses cursos,
que terão
a duração de 15 dias a três meses”, explicou Ronaldo.
