Em visita ao município de Manaquiri
(distante a 65 quilômetros de Manaus), o deputado estadual Sidney Leite
(DEM) constatou a necessidade de uma intervenção imediata no lixão que
funciona a céu aberto na entrada daquele município. Em apenas três dias (os primeiros após
as festas de fim de ano), o serviço municipal de limpeza da Prefeitura
despejou no local 100 toneladas de lixo sem que houvesse nenhum tipo de
tratamento. O município de Manaquiri não é o único a
possuir um lixão a céu aberto. Esta realidade insegura dos municípios
amazonenses é revelada nos diagnósticos apresentados pelos Planos
Municipais de Saneamento e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos
Municípios do Estado do Amazonas (Plamsan), indicando que em 84% dos
municípios do Estado existe sistema de coleta e destinação do lixo
doméstico, mas que é depositado 100% em lixões a céu aberto, se tornando
um risco à saúde pela contaminação do lençol freático e a aviação.
Na ocasião, Leite conversou com o
prefeito da cidade, Guina Pureza (PRTB) sobre o perfil do lixo do
município que é depositado no local para que, a partir daí, seja
possível discutir alternativas para a destinação desse material,
incentivando principalmente a coleta seletiva e transformando o lixo em
matéria prima para geração de renda.Ainda em relação aos lixões do Estado,
em agosto, o Amazonas foi destaque nacional por ter concluído em quase
100% seus planos, enquanto que a média nacional não chegou a 10% dos
municípios. Foram entregues 59 planos de gestão de resíduos sólidos e
limpeza pública, atendendo a lei federal nº 12.305/10 que instituiu a
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Os planos completos
entregues contemplam os outros três eixos do saneamento básico que são:
esgotamento sanitário, distribuição de água e drenagem urbana.
