Ação ajuizada na última terça-feira inclui pedido de liminar para suspender convênio. O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com mais uma Ação Civil de Improbidade Administrativa contra a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O Processo 0011933-22.2011.4.01.3200 foi ajuizado na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas na última terça-feira. A ação aponta irregularidades em convênios da Suframa com a Fundação Desembargador Paulo dos Anjos Feitoza.Os procuradores Athayde Ribeiro da Costa e Thales Messias Pires Cardoso, que assinam a ação, não quiseram divulgar o teor do documento e os motivos que os levaram a acionar a Justiça até que seja julgado um pedido de liminar suspendendo o convênio. A reportagem do DIÁRIO tentou contato com os procuradores, mas a assessoria de comunicação do MPF informou que eles só vão divulgar detalhes da ação depois da
manifestação do juiz sobre o pedido de liminar. O processo está com o juiz Ricardo Augusto de Sales.Na ação, cujas informações básicas estão no site da Justiça Federal no Amazonas, aparecem como indiciados a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, o irmão dela, Paulo Victor Antony Skrobot, a coordenadora de Desenvolvimento Regional da autarquia, Eliany Maria de Souza Gomes, o servidor Adriano Augusto Gonçalves Marques, Almir José de Vargas e a Fundação Paulo Feitoza. Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores de Flávia Grosso, do superintendente adjunto da Suframa, Plínio Ivan Pessoa da Silva, do presidente do Cieam, Maurício Loureiro, do sócio-administrador da Mosaico Engenharia, Jorge Soto Mayor Fernandes Filho e de Armando Rubens Medeiros Lima, responsável pelo parecer técnico que aprovou as contas de um convênio entre a Suframa e o Cieam para recuperação de vias do Distrito Industrial. A decisão também atendia a um pedido de liminar do MPF em outra ação de improbidade administrativa contra os citados. Em março, uma outra ação de improbidade administrativa do MPF contra dirigentes da Suframa em licitação com a Fucapi foi ajuizada na Justiça Federal. Na peça, o procurador tratou como ?orgia com o dinheiro? o fato de a licitação ter sido feita ?sem projeto básico adequado e direcionada para uma entidade que, estruturada com recursos federais, presta serviços onerosamente ha décadas à Suframa?.Fonte d24am
