terça-feira, 14 de junho de 2011



Aeroportuarios do Amazonas decidem se vão entrar em greve

Manaus - Os aeroportuários do Amazonas fazem assembleia geral hoje para decidir sobre o indicativo de greve já aprovado em outros Estados para julho, contra as demissões e as privatizações dos grandes aeroportos. De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Aeroportuários, Célio Alberto Barros, na semana passada, os trabalhadores dos terminais de Guarulhos, Campinas e de Brasília decidiram pela paralisação. O sindicalista destacou que a categoria apoia a greve nos principais aeroportos do País, o que deve provocar um efeito em cadeia no tráfego aéreo nacional  contra o programa de privatização do governo, que a seu ver, favorece os terminais superavitários em detrimento aos deficitários. “Só vão se desfazer do filé, deixando o osso”, disse. De acordo com Barros, atualmente a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) executa os subsídios cruzados, o que viabiliza as operações em terminais de pouco interesse da iniciativa privada, a exemplo de Tabatinga e Eirunepé, no Amazonas. Os recursos são gerados pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, o terceiro maior em movimento de cargas do País. O sindicalista indaga qual grupo empresarial vai querer operar Tabatinga, um aeroporto sem importância econômica, mas estratégico para a segurança da fronteira. O secretário-geral  disse que os investimentos cessaram desde a privatização há quatro anos, do aeroporto da cidade turística de Porto Seguro (BA), o quarto maior em movimento de passageiros do Nordeste. Para o sindicalista, o lançamento do edital do concurso da Infraero com vagas para os principais terminais do País não deve resolver os problemas de pessoal  enfrentados pelo setor, pois as vagas são para nível administrativo e há carência para as áreas operacionais, de segurança e de logística. Barros destaca que a alta demanda do tráfego aéreo provocada pelas viagens classes C e D não deve ser vista como um problema, mas uma oportunidade para novos investimentos que devem estar acima da estratégia de preparar o País para a Copa de 2014. “A Copa não vai passar de um carnaval”, disse. O movimento dos aeroportuários tem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e reúne 20 mil servidores da Infraero. No setor há ainda outros 22 mil trabalhadores terceirizados. De acordo com Barros, no Amazonas, há mil funcionários da autarquia.






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