sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Médicos cirurgiões induzem pacientes a realizar cirurgias particulares

Alexandre Lunks
Eles fazem um terror psicológico, dizendo que não há possibilidade de ser realizada à operação, com as desculpas de falta de material, falta de leitos e demora para agendamento. Tive fratura exposta no braço, fui para o 28 de Agosto, e lá fizeram os atendimentos de emergência e me internei. Lá passei 6 dias. Disseram-me que a cirurgia para reparar o osso é muito complexa e que não tinham material para realizar a operação. Então me deram alta com o braço ainda quebrado, sentindo dores e sem poder me movimentar.
O médico que me deu alta não quis dar atestado médico, mesmo nós tendo pedido três vezes. Ele, vendo nosso desespero, deixou seu número de celular para contatos, alegando que seria difícil a cirurgia pelo SUS, e acrescentou que ele podia fazer particular. No meu entendimento o 28 de agosto não deveria ter me dado alta com o braço ainda quebrado e sentindo dores. Deveria ter me transferido para algum outro hospital que realize a operação. Fui abandonado sem condições de buscar tratamento em qualquer outro lugar. Acreditamos que isso foi feito para que buscássemos contato com o médico para fazer a cirurgia particular. Estando no leito do 28 conhecemos Carlos Henrique, que estava em situação ainda pior. Ele teve fratura exposta na perna, e um ferimento que vem do pé até um pouco acima do joelho. Seu ferimento ainda estava por cicatrizar, escorrendo secreções e ainda com o osso da perna quebrado em três partes. Porem teve alta três dias depois de mim. Carlos Henrique é de Eirunepé, e não tinha onde se hospedar, ainda mais na situação em que se encontra sua perna. Tivemos que acolhe-lo em nossa casa, pois ele não tinha família aqui em Manaus. Ele corre risco de perder a perna por infecção. Pois saiu do Hospital do jeito que chegou de Eirunepé.  Isso é mais um descaso do hospital 28 de agosto. Nós já entramos em contato com a equipe da CBN, pois vimos outros casos alem dos nossos. Nossa revolta foi tamanha, que criamos um blog de denúncia. Para contar tudo. Lá neste blog, já descrevemos o caso de um rapaz de Tabatinga que já estava há 12 dias internado sem tomar banho ou ter suas necessidades fisiológicas. Por descaso das enfermeiras que despresavam-o por ser humilde, sem família e qualquer acompanhante por perto. Esperamos ter seu apoio para denunciar esta máfia que descrimina pessoas e caçam cirurgias particulares para embolsar dinheiro a custa do desespero das pessoas.

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