A carreira médica de Estado na capital e no interior foi tema de debate no III Fórum de Cooperativas/Empresas de especialidades médicas, ocorrido nesta quarta-feira (28). A emenda constitucional (No 80/2013), de autoria do deputado estadual Luiz Castro (PPS), cria cargos efetivos, por meio de concurso público, e é considerada a solução definitiva para a falta de médicos no interior do Amazonas.
A contratação por certame é importante para que os médicos tenham estabilidade no trabalho, especialmente no interior do Estado, onde profissionais são perseguidos por apoiar um ou outro candidato à prefeitura. “Via de regra, quem ganha as eleições acaba por tirar o emprego dos apoiadores do perdedor. Com concurso, este problema cai por terra”, lembrou Luiz Castro.
A emenda também trata da remuneração da carreira: tempo de serviço, níveis de qualificação na área, piso salarial nacional e reajuste por meio de data-base, dentre outras diretrizes. A emenda constitucional foi elaborada com a participação do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) e Conselho Regional de Medicina (CRM).
Aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), no fim do ano passado, a emenda ainda não foi promulgada, mas é classificada pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, como a maior vitória da categoria, nos últimos quatro anos.
Exemplo
Luiz Castro citou o exemplo do Canadá, onde havia precariedade de equipes médicas nas áreas mais distantes do país. Os médicos foram selecionados, participaram de treinamento e passaram a trabalhar nas regiões mais frias e complexas do que a Região Amazônica.
Segundo Castro, o programa foi implementado durante cinco anos com sucesso. “É um exemplo de que é possível resolver o problema, mas não da forma que o Governo Federal quer fazer”, salientou o deputado, referindo-se ao projeto de importação de médicos estrangeiros para atender a população na periferia das grandes cidades e no interior dos Estados.
