sábado, 25 de janeiro de 2014

MEC cobra explicações sobre denúncia de assédio moral em Beijamin Constant

MEC cobra explicações sobre denúncia de assédio moral em Beijamin Constant
O Ministério da Educação (MEC) está cobrando explicações à reitora da Universidade Federal do Amazonas, Ufam, Márcia Perales, sobre denúncia de assédio moral e discriminação que estaria sendo vítima o professor da instituição Josenildo Santos de Souza, 54 anos, lotado no Instituto de Natureza e Cultura em Benjamin Constant.


Josenildo relata que a denuncia foi acolhida pelo secretário do MEC/SESU, Paulo Speller, porém há mais de cinco meses que a reitora não responde ao MEC sobre o ofício encaminhado a Ufam. “Tenho direito a duas promoções horizontais, que são promoção por tempo de serviço, que até esta data não foram apreciadas. Para o licenciamento de meu mestrado, que está em andamento, e para obter a homologação do meu estágio probatório eu tive que representar no MPF de Tabatinga contra a Ufam. Desde 2007 venho sofrendo perseguição e retaliação”, afirmou o professor.
Nesta semana diretora de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior, da Secretaria de Educação Superior(IFES/SESU/MEC), Adriana Rigon Weska, informou ao professor, que o Ministério da Educação irá produzir um novo documento reiterando que Márcia Perales tome providencias cabíveis sobre o caso. O MEC enfatiza ainda que o resultado da apuração da denuncia seja encaminhada diretamente ao professor Josenildo, com cópia ao referido Ministério. Souza disse também que para conseguir sua primeira promoção, em agosto deste ano, a universidade exigiu documentos que são de responsabilidade da própria instituição, retardando a homologação do processo dele que deveria ser publicada em fevereiro de 2013.
Todos esses casos geraram despesas superiores a R$ 3 mil, valor que o professor cobra como ressarcimento a reitoria. As mesmas denúncias encaminhadas ao MEC também foram apresentadas ao Ministério Público Federal Direitos do Cidadão – MPFD, em Manaus, onde o professor Josenildo Souza reafirma ser vitima desde 2007 de perseguição, retaliação, constrangimentos e assédio moral na UFAM, já tendo denunciado, inclusive, em 2011, a Ufam ao Ministério Público Federal em Tabatinga e recentemente relatado o caso ao Procurador da República, Patrick Menezes Colares, em audiência que aconteceu no prédio do Ministério Público Federal, em Manaus, no dia 11 de novembro de 2013.
Ainda, no dia 11 de setembro de 2013, um grupo de professores, reunidos com a diretoria da Adua, fundou o Comitê de Combate ao Assédio Moral na Ufam (CCAM), com a finalidade de trabalhar três eixos de ação: apoio psicossocial aos assediados e familiares para encaminhamento aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e aos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). A Comissão de Combate ao Assédio Moral na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) pediu ao Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) que acompanhe os processos de apuração de supostas irregularidades de assédio moral na Ufam.

O requerimento foi apresentado em reunião com o Procurador Patrick Menezes Colares da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), em 11 de novembro de 2013. A reportagem manteve contato com a assessoria de imprensa da reitora da UFAM, que informou não ter nenhum conhecimento de tais documentações.// Hudson Lima

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