domingo, 16 de dezembro de 2012

Prefeito de Eirunepé será investigado por crime de responsabilidade

Com informações da assessoria do Tribunal de Justiça do Amazonas
Decisão dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) foi unânime.

Dissíca Tomaz. Foto da Internet
O Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) aceitou denúncia do Ministério Público contra o prefeito de Eirunepé (município a 1.159 quilômetros de Manaus), Francisco das Chagas Dissica Valério Tomaz (PMDB), o secretário dele, José Castro de Lima, e o tesoureiro da Prefeitura, Marcos Rodrigues Lima da Silva. Eles são acusados de crime de responsabilidade (inciso I, art. 1º, Decreto-Lei nº 201/67, c/c art. 29 do Código Penal Brasileiro). A decisão do processo nº 2008.004335-8 saiu nesta quinta-feira (13), durante sessão do Pleno do Tribunal, e foi unânime. O relator foi o desembargador Rafael de Araújo Romano, na sessão presidida pelo desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa.
Trata-se de crime de responsabilidade por “desvio de rendas públicas em proveito próprio ou alheio, diante da constatada existência de irregularidades no repasse do duodécimo ao Poder Legislativo daquela municipalidade, a falta de pagamento do funcionalismo público referente ao mês de dezembro de 2000, e a diferença de valores nos cofres do Poder Público na ordem de R$ 1.310.023,25 certificada pelo Tribunal de Contas do Estado”, conforme voto do relator.
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Ainda de acordo com o voto de desembargador Romano, o Ministério Público afirma que há indícios de que os acusados utilizavam-se de empresas fictícias para que fossem expedidas Notas Fiscais. Em outro trecho, o relator informa que as alegações contidas na defesa preliminar não foram suficientes para afastar a acusação. Os denunciados sustentaram que “a conduta que lhes fora imputada não está adequadamente descrita, não apresentando a necessária individualização da autoria e participação de cada um dos acusados, de tal forma que a petição inicial não atende requisitos mínimos de processabilidade”, de acordo com trecho do relatório.
Outra denúncia contra o prefeito
Francisco das Chagas Dissica Valério Tomaz e José Castro de Lima também vão ser investigados em outro processo, o de nº 2010.004497-9, por corrupção ativa (art. 333, caput e parágrafo único c/c art. 29 do Código Penal Brasileiro).
O relator também foi o desembargador Rafael Romano. Segundo denúncia do Ministério Público, em 1999, todos os presidentes das ligas, ao comparecerem à sede da entidade para uma suposta reunião, “foram surpreendidos pelo fato que o encontro se destinava à eleição da chapa única criada pelo senhor Francisco das Chagas Dissica Valério Tomaz, presidente da FAF que, visando a reeleição, pagou um oficial de justiça para retirar da sala onde acontecia a reunião o senhor René Gomes, presidente do Sulamérica, e Amadeu Teixeira, presidente do América”, de acordo com trecho da peça acusatória. No voto, o relator informa que eles teriam supostamente pago um oficial de justiça para que, “sob a falsa justificativa de cumprimento de decisão judicial”, retirar as duas pessoas da sala em que ocorria a reunião. A quantia paga, conforme o MP, teria sido de R$ 200,00.

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